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segunda-feira, outubro 16, 2006

OC Barcelos 3-3 SL Benfica


Caio e Cacau, autores dos golos do Barcelos

Realizou-se no Sábado aquele que foi o 1º clássico da época de Hóquei em Patins, que opôs o Mágico Barcelos ao Benfica e que acabou com um empate a 3 golos.
O Barcelos jogou com Ginho, Tiago Rafael, Joel Coelho, Caio e Cacau (Cláudio Filho); como suplentes actuaram João Vieira e Nuno Félix. O Benfica jogou com Carlos Silva, Mariano Velasquez, Ricardo Barreiros e o ex-OCB Tó Silva; como suplentes jogaram também Vítor Hugo e Carlos Martins.
Quando se esperava que o Barcelos entrasse com toda a força no jogo, o Benfica marca um golo, logo no 1º minuto de jogo pelo antigo jogador do Mágico Barcelos, Tó Silva. A equipa da casa reagiu bem, foi tomando conta do jogo, circulando a bola de forma segura e com qualidade e desta forma ia criando jogadas de perigo, até que depois de uma dessas jogadas de envolvimento do Barcelos, Cacau empata o marcador para a equipa da casa.

Cacau faz o 2-2 para o Barcelos de penalty.

O jogo continuava bem disputado, a um ritmo anormal para inicio de época, com jogadas de perigo junto das duas balizas, ficando no entanto a ideia que o Benfica apostava mais numa toada de contra ataque. Nesta fase, em que qualquer das equipas podia marcar, o golo acabou por acontecer para os visitantes por Mariano Velásquez. A seguir a este golo o Mágico Barcelos apresentou provavelmente o melhor hóquei da noite, com muita segurança defensiva; nota de destaque para o empenho da equipa a defender e para a qualidade da exibição de Tiago Rafael e de Joel Coelho, isto aliado a um bom entendimento atacante o Barcelos esteve por algumas vezes perto de chegar ao empate, o que viria a suceder na conversão de um penalty por Cacau. Daqui até ao intervalo continuou a ser a equipa da casa com sinal mais, criando situações para chegar à vantagem no marcador, que ao intervalo já se justificava.

Caio faz o 3-2 através de um remate colocado.

Na segunda parte e quando o Benfica parecia querer entrar mais agressivo, Caio após um grande remate cruzado a dar pela primeira vez na partida vantagem ao Mágico Barcelos. No entanto, menos de um minuto depois, já Tó Silva empatava a o jogo num golo um pouco confuso. A partir daqui o jogo entrou numa fase mais pausada, com ambas as equipas a não arriscarem tanto e a preferirem guardar o resultado e foi nesta toada que o jogo se foi aproximando do fim, tendo, contudo, o Benfica apresentado maior ousadia e ter estado mais vezes perto de marcar o golo que podia ser decisivo, tal a coesão defensiva por ambas as equipas apresentada.

Tiago Rafael e Cacau, com Ginho em fundo

Foi um bom espectáculo de Hóquei em Patins, em que o resultado se ajusta ao que se passou em ringue, pela primeira parte do Barcelos e pela segunda parte do Benfica. Espera-se que o Mágico Barcelos encontre o rumo das vitorias e pode fazê-lo no próximo sábado quando defrontar o Portosantense novamente no Pavilhão Municipal de Barcelos.

Joel Coelho atento ao jogo

Vítor Silva:

Resultado Justo?
"Penso que depois do que se passou, que o resultado é justo. Nenhuma equipa merecia ganhar; tanto uma como outra fizeram tudo para ganhar, mas acabou por haver ali um período em que o resultado melhor era o empate e as duas também não arriscaram tanto como isso."

Preocupado?
"Preocupado? Preocupado com o quê? Estamos na segunda jornada, não estou preocupado minimamente. Estava preocupado era se a equipa não rendesse. Hoje fez um bom jogo e ainda falta muito; se calhar ficar em 1º ou em 8º é a mesma coisa, tendo em conta o nível a que as equipas estão."

Jogo com Juventude Ouriense
"No hóquei em patins tudo é possível e tanto se pode marcar a 36 segundos do fim como se pode sofrer. Foi um lance em que um jogador conseguiu fugir, rematou e há outro que dentro da área de protecção do guarda-redes desviou e fez golo. Era falta, mas entendo que num período daqueles, com o pavilhão completamente cheio, o árbitro interpretou marcar golo. De qualquer maneira, o problema com o jogo de Ourém não foram os 35 segundos; é que com 3-0, permitimos que o Ourém recuperasse."



"As pessoas têm que compreender uma coisa. (...) Ainda hoje o Óquei de Barcelos jogou contra um orçamento se calhar do dobro ou triplo e bateu-se de igual para igual."
"Os nossos jogadores ainda hoje deram tudo. Nós temos que os apoiar e entender que este não é o Barcelos de outros tempos. Está a "ganhar oxigénio", a ganhar força."